Lei seca contra palmada, JÁ!
www.leisecacontrapalmada.com.br
Esse é o site oficial da campanha que reúne todos os blogs participantes. Eu fiz uma lista aqui.
PORQUE BATER EM CRIANÇA É COVARDIA
Para falar sobre esse tema, temos que sair do lugar comum e deixar de lado a correlação habitual entre bater e educar. Os dois termos são excludentes entre si, não conversam, falam de coisas diferentes. Educar é uma coisa, bater é outra. Senão, vejamos:
A história nos mostra como o sangue da criança sempre foi usado em sacrifícios a divindades diversas, havendo relatos no Antigo Egito, na Grécia, em Roma, entre os astecas e principalmente na bíblia, culminando na ‘matança dos inocentes’ por Herodes.
Na literatura, os livros de Charles Dickens são eloqüentes e detalhados sobre uso dos castigos humilhantes a crianças. Entre nós, o conto de Machado “O caso da vara” mostra de onde vem a sanha brasileira pela ‘vara de marmelo’, também usada pelos senhores de escravos, juntamente com a palmatória e similares.
Há grande confusão sobre o que é pátrio-poder: pais não são proprietários dos filhos, mas guardiães de sua vida e integridade corporal e moral.
Quando se aceita ter um filho, ou adotá-lo, é com a promessa implícita de que é bem-vindo a este mundo e de que viver vale a pena.
Bater tanto não educa que a presente geração de seus 50 anos foi educada dentro desse princípio e, no entanto, o mundo globalizado que aí está é corrupto e violento. Por que o mundo é cada vez mais dominado pela banalidade do mal?
A sociedade tem medo de demonstrar ternura à criança após os primeiros meses. Tão logo ela comece a se interessar pelo mundo – para aprender – começa a apanhar na mão, na cabeça, no corpo todo.
Bater é exercício obsoleto de poder sobre mulheres e crianças, deixando como ‘ensinamento’ a vontade de sumir de casa.
Bater é covardia pela desproporção de força, na razão de 7:1. Por que o adulto não bate em alguém de seu tamanho? Por que não usa a ‘palmada pedagógica’ em quem ocupa sua vaga, ou não lhe paga o que deve ou comete alguma injúria contra ele, adulto?
A criança é a vítima perfeita de um crime perfeito: sem testemunhas, sem denúncia, com apoio da sociedade e com vítima incapaz de revidar.
Bater encerra – muitas vezes – um dos aspectos da pedofilia: bate-se por excitação e atração mal dissimulada pela carne tenra da criança. Fazendo analogia com o texto de Freud - “Bate-se em uma criança” - há o agente (pai, mãe, professor) a criança que recebe a pancada e aquele que se delicia com a cena e até a incentiva (um parente, um passante, a sociedade). A palmada chega a ser um reflexo condicionado na família. Freqüentemente é a ponta de um terrível iceberg, que inclui tapas, beliscões, queimaduras por cigarro, óleo, ferro quente, arrancamento de couro cabeludo, fraturas, morte. A criança é um ser ávido de aprender e para isso busca os objetos que, para ela, não têm valor financeiro, mas são essenciais a seu aprendizado. Mas não se tolera que pegue os objetos ou que esbarre numa prateleira de supermercado ou que fique estressada pelo excesso de estímulos nos shoppings. Em vez de retirar a criança da cena do ‘crime’, bate-se nela. Bate-se por não se aceitar que ela tenha outro compasso e que não é um adulto em miniatura.
Há um projeto de lei que criminaliza a agressão à criança, aprovado na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, onde empacou por influência de líderes ‘religiosos’, sob o pretexto de que ‘tiraria a autoridade dos pais’. Já vimos que é uma falácia. A OAB-SP declarou em programa de TV que os segmentos mais resistentes em cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente são os da língua do P: Pais, Professores, Pastores e Policiais. Aos seres “de menor” se atribui todo o mal existente no mundo que – na prática – é regido por adultos. Adultos desnorteados com a perda de referências, com o desemprego, as aflições, o terrorismo, o medo - e que descontam seu mal-estar na criança.
A criança é uma pessoa e como tal tem direito à vida e à integridade. Ela confia cegamente no adulto, e, no entanto pais e até cuidadores exorbitam de suas funções e a agridem física e moralmente. Sempre que surge a pergunta - Por que se bate numa criança? encontra-se uma das respostas possíveis: a palmada erotiza; bater engolfa o agente em volúpia que se torna incontrolável. Mas a melhor explicação é a de Ezio Flavio Bazzo, professor de psicologia da Unb: "A prova mais evidente de que a vida não passa de um ciclo ordinário está no fato de vermos nos nossos filhos tudo aquilo que passamos a vida inteira combatendo em nós". Ou seja, não podendo com nosso próprio descalabro, batemos no filho que nos espelha!
Dra. Relva da PEDIATRIA RADICAL, pediatra Thelma B Oliveira - DF
Assinem nossa petição online!
Pela alteração do PL 2663 de 03/12/2003 para que conste o termo "CONTÉM LEITE E/OU TRAÇOS DE LEITE" ao invés de "CONTÉM LACTOSE".
Veja aqui o post. Assine aqui a petição. Divulgue!
Veja aqui o post. Assine aqui a petição. Divulgue!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)






0 comentários:
Postar um comentário